Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/09/2018

Em nosso país, o acesso e difusão de informações são os meios para o exercício da liberdade de pensamento, no entanto, nem sempre há garantias da veracidade no que se compartilha em ambientes virtuais visto que nem toda notícia é de caráter jornalístico e de fonte resguardada.

Os Fake News propagam-se fortemente nas chamadas redes sociais, onde o alcance e rapidez superam os demais meios de comunicação. O ambiente dispensa formalizações, gerando certa  comodidade que acarreta no compartilhamento aleatório de notícias, sem que haja, na maioria das vezes, atenção a critérios básicos de confiabilidade, como por exemplo certificar-se da fonte e autor.

A respeito da democratização da informação, ela é assegurada não só através da atividade jornalística como também através de qualquer pessoa que assim queira expor fatos, notícias, imagens e opinião. Por conta dessa alcance, o controle sobre o que se divulga torna-se um desafio, e atrelado a rapidez e informalidade da internet, nem sempre os autores são identificados.

Se valendo do anonimato, as notícias podem ter caráter criminoso, criando formas de manipulação para chamar atenção do público através de conteúdos falsos que causem alarme social, político ou pessoal, e sem que tomem conhecimento os destinatários acabam sendo utilizados como instrumento de propagação desse tipo de conteúdo, inconscientes da possibilidade de serem responsabilizados por eles.

Para combater a propagação de notícias falsas nas redes sociais, não há que se falar em restrição ao conteúdo das notícias, mas sim na conscientização aos destinatários a respeito dos mecanismos para verificar a confiabilidade da informação, quesito garantido apenas pela atividade jornalística, como também sobre a responsabilidade que incide sobre o que se compartilha, cabendo a justiça o julgamento e penalização dos casos que resultarem em lesão a moralidade.