Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/10/2018

Mesmo não sendo um fenômeno novo - o dicionário Merriam-Webster afirma que o termo é usado desde o séc. XIX - as fake news ganharam força com o advento da internet. Propagando mentiras, elas colocam em risco a integridade humana, bem como dos processos democráticos, visto que também são usadas na disseminação de ideologias partidárias.

De acordo com uma pesquisa feita pelo MIT, uma notícia falsa tem 70% a mais de chance de compartilhamento comparado a uma verdadeira. É atribuída a Joseph Goebbels, ministro de propaganda de Hitler, a frase “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. A não avaliação das informações colocam em perigo os que são alvo das notícias, como é o caso da dona de casa que morreu após sofrer um espancamento coletivo em Guarujá-SP, devido a ter sua imagem associada a uma possível sequestradora de crianças.

Além disso, as fake news influenciam no contexto social como um todo quando usadas como ferramenta ideológica. Essa artimanha foi denunciada nas eleições americanas, quando o candidato eleito, Donald Trump, esteve sob acusações de fomentar fake news que o tenham beneficiado na campanha.  Em eleições brasileiras, dentre tantos casos, houveram montagens utilizando a imagem dos candidatos, como Manuela Dávila, que recebeu créditos por uma frase de John Lennon, ou de Flávio Bolsonaro, que teve uma frase xenofóbica escrita em sua camiseta.

Sendo assim, temos que uma análise da veracidade das informações deve se tornar hábito coletivo. O comprometimento com a checagem dos fatos visa o aprimoramento do senso crítico e pode ser feito na comparação de fontes, no questionamento sobre o autor da notícia, bem como do site que a veicula e quem se beneficiará com ela. Divulgação de portais fact-checking, como o “E-farsas” e/ou “Lupa”, também são exemplos de medidas a se seguir. O importante é nunca se abster do benefício da dúvida.