Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/08/2018

A prensa tipográfica de Gutenberg,o jornal,o rádio,a televisão e a internet possuem o objetivo social em comum:a democratização da informação.Nesse contexto de transmissão de conhecimentos,surge o imbróglio das “Fake news”,o qual devido a sua inveracidade promove a manipulação da sociedade e a ofensa moral contra o indivíduo indicado.

A princípio,deve-se pontuar o poder de controle exercido por notícias infundadas.A esse respeito,tal capacidade é evidenciada pelo golpe de Estado,decretado por Getúlio Vargas e justificado pelo falso projeto de dominação comunista,o Plano Cohen,o que instaurou o regime do Estado Novo com oposição quase nula no Brasil.Sendo assim,as informações inverídicas desinformam e transformam o público atingido em objeto de domínio por interferir na liberdade de escolha.

Outrossim, a disseminação de informações falsas provoca danos morais e até atitudes de ódio contra seu alvo.Sob tal ótica, essa transmissão do boato permite a difamação e a injúria, o que afeta o princípio da fraternidade enunciado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e, inclusive, instiga a violência física.Prova disso, tem-se o linchamento de mais de vinte pessoas na Índia devido à divulgação de rumores de sequestros de crianças.

É incontrovertível,portanto,a necessidade de medidas que minem os efeitos das “Fake news”. Para isso,cabe aos meios de comunicação o papel de contradizer as informações falsas por meio da parceria com grupos de checagem de notícias, a fim de limitar o alcance da inveracidade.Ademais,é imperioso que os indivíduos repudiem e evitem o compartilhamento desses boatos através de uma prévia consulta à fonte, com o fito de impedir a perpetuação de tal fenômeno e assim garantir a efetivação da democratização do conhecimento.