Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/10/2018

Segundo o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam mais pessoas. Nesse sentido, as ‘‘fakes news’’ ferem não somente preceitos éticos e morais, mas também o direito à informação estabelecido pela Constituição Federal de 1988 . Dessa forma, observa-se que as falsas notícias refletem um cenário desafiador, seja por tornar-sem fonte de lucro, seja pela manipulação da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que notícias falsas sempre existiram, porém no momento atual tornaram-se fonte de lucro, principalmente, para sites que se dedicam à publicar notícias com manchetes falsas e exageradas, atraindo, assim, cliques de leitores. Além disso, essa pratica, que constantemente é sustentada por interesses políticos, acaba minando a credibilidade da mídia, das redes sociais e em alguns casos podendo até promover ataques de ódio e/ou cybernéticos. Tal realidade, demonstra que com a propagação de reportagens tendenciosas e as ‘‘fakes news’’ crescendo cada vez mais, a democracia acaba sendo ameaçada, pois o cidadão é privado do pleno acesso à informação que lhe é garantido por lei.

Deve-se abordar, ainda, que Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha Nazista declarou certa vez que ‘‘uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade’’. Ademais, no Facebook, os conteúdos mais curtidos e compartilhados têm maior alcance e disseminação, não importando se contém informações verdadeiras ou falsas. Em consequência disso, verifica-se, a todo instante, uma população alienada e o fenômeno da pós-verdade, o qual baseia-se, principalmente, em crenças pessoais. Assim, acabam sendo mais afetados os grupos fragilizados, como por exemplo: os analfabetos funcionais. Observa-se, portanto, que além de serem antidemocráticas, as notícias falsas manipulam a sociedade.

É imprescindível, portanto, a alteração desse cenário preocupante. Para reverter essa problemática, é preciso que o Ministério da Educação promova uma educação capaz de mostrar indicadores de ‘‘fake news’’, sobretudo em ambientes virtuais e, também, como utilizar a internet de forma segura. Evitando, assim, o fenômeno da pós-verdade e a divulgação incorreta de informações. Logo, é necessário que o Poder Judiciário em ação conjunta ao Legislativo, aprove o projeto de lei 6.812/2017 que visa à criminalização de notícias falsas divulgadas na internet. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Oscar Wilde: ‘‘O primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou da nação’’.