Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/08/2018

Em 1950, deu-se início à Terceira Revolução Industrial, conhecida como Revolução Informacional. Com o aparecimento e desenvolvimento de diversos tipos de tecnologia, ela visava ajudar e facilitar a vida do homem. Porém, nos dias atuais, muitas pessoas acabam fazendo com que essas tecnologias causem um efeito reverso, tornando-se entraves na sociedade. A criação e divulgação das chamadas “Fake News” são um claro exemplo disso e, na maioria dos casos, seus autores buscam, somente, utilizar o poder de alcance das redes sociais para ganharem “cliques” e visibilidade no território nacional, ou até mundial, sem se preocuparem com os perigos que tal atitude traz a sociedade.

O grande problema é que as pessoas não sabem identificar quando uma notícia é verdadeira ou não, tendo em vista que são diariamente bombardeadas por uma enorme quantidade de informações e, muitas vezes, nem se dão ao trabalho de identificar a fonte, ou acabam até compartilhando e divulgando-as baseando-se somente na leitura de sua manchete e, com isso, disseminando uma “Fake News” sem saber.

Recentemente, o Brasil foi palco de uma enorme confusão causada por uma série de “Fake News” que foram divulgadas relacionadas ao caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, membro do partido PSOL, no Rio de Janeiro. Essas notícias, geralmente, pretendiam trazer informações sobre a vida pessoal da vereadora em questão que, dependendo de como fossem interpretadas por quem as lia, funcionavam como uma “justificativa” para o acontecimento. Ademais, muitas manchetes se contradiziam, causando dúvidas entre a população, que não sabia em que acreditar.

Além disso, existem também as “Fake News” que têm cunho pessoal e que, com isso, tendem a denegrir e desconstruir a imagem de uma pessoa, instituição ou grupo de pessoas e podem trazer consigo graves consequências, como foi o caso de uma moradora do Guarujá, que acabou sendo morta por moradores da própria cidade após ter sido acusada, por meio das “Fake News”, de praticar magia negra juntamente com crianças.

Tendo em vista o que foi supracitado, é preciso que medidas sejam tomadas para solucionar a problemática em questão. Primeiramente, é necessário que exista um controle que funcione como um filtro das informações a serem publicadas nos veículos informacionais, realizado por meio de pessoas que sejam contratadas para essa função, visando bloquear a disseminação das “Fake News”. Somado a isso, o governo deve oferecer palestras com parceria das grandes empresas de tecnologia buscando ajudar a população a identificar as principais características desse tipo de notícia, impedindo, assim, o compartilhamento das mesmas.