Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/08/2018

A “modernidade líquida” de Zygmunt Bauman é caracterizada pela efemeridade e pela dinamicidade das relações sociais. Essa sensação de que “nada foi feito para durar” cria um sentimento de urgência, que leva o indivíduo a tomar como verdade tudo aquilo que pareça verdadeiro no momento, sem preocupa-se com a realidade dos fatos.

Essa premência, intrínseca às relações sociais contemporâneas, é fortemente sustentada pela rapidez e pela eficácia com as quais a informação é difundida, notadamente através da internet. Entretanto, nem sempre se pode confiar na precisão das notícias veiculadas por esse meio, que permite que qualquer indivíduo as redija, com pouco ou nenhum critério.

Tal falta de discernimento sobre as notícias a serem compartilhadas torna-se o principal elemento para a eficiente disseminação das Fake News, cuja magnitude pode causar estragos enormes à imagem de indivíduos, públicos ou privados, além de comprometer as demais notícias: não se pode ter certeza sobre a veracidade de uma informação sem antes realizar uma pesquisa sobre os fatos divulgados.

Como solução para os problemas citados, ou seja, a facilidade na propagação de notícias falsas, cabe ao Ministério da Educação a criação de projetos, por meio de equipes com psicólogos e especialistas nas áreas de jornalismo e tecnologia, que levem palestras às escolas, visando ensinar a pais e alunos um modo eficaz de combate às Fake News, através de pesquisas e debates sobre os temas das notícias veiculadas. Desse modo, a disseminação das Fake News se tornará cada vez mais difícil e ineficaz.