Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/08/2018

O “Plano Cohen” foi um falso documento criado por Getúlio Vargas, cujo objetivo era manipular a política da época. Sob tal ótica, hodiernamente, esse tipo de ação permanece no cenário social, visto que, devido ao rendimento financeiro e ao baixo conhecimento populacional, há uma forte disseminação de fake news. Nesse sentido, é necessária a promoção de ações sociais, com o fito de amortizar os perigos ocasionados pela propagação das notícias falsas.

Em primeiro plano, cabe pontuar que o lucro gerado pelas fake news é um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa situação conflituosa. Consoante ao pensamento de Zygmunt Bauman, sociólogo, de que, na Modernidade Líquida, há a ruptura das ações éticas em função do individualismo e da fluidez de valores, tal problemática é decorrente do interesse dos indivíduos em obterem um bom rendimento financeiro no mercado informacional. Desse modo, como o mercado virtual é valorizado e dinâmico, as pessoas passam a propagar informações hiperbólicas e chamativas, as quais influenciam o pensamento dos leitores erroneamente.

Outrossim, a população fomenta a difusão das notícias falsas. Tal fato ocorre devido à influência da “Era da pós-verdade”, pois, assim como defendido pelo dicionário Oxford, a sociedade hodierna supervaloriza as crenças pessoais e menospreza as informações racionais. Esse motivo, atrelado à falta de instrução educacional e crítica dos internautas, ocasiona a despreocupação desses em pesquisarem a veracidade e a confiabilidade das notícias recebidas. Diante disso, a proliferação das fake news é facilitada, provocando rupturas nos processos democráticos, assim como ocorrido nas eleições dos EUA em 2016, as quais foram marcadas pela disseminação de muitas informações errôneas sobre a candidata Hillary Clinton.

É necessário, portanto, que as empresas de segurança virtual, em parceria com os sites de maior circulação informacional, como Facebook e Google, potencializem a fiscalização das publicações, por meio da sintetização de aplicativos mais eficientes e rápidos nessa atividade, com o intuito de amortizar a proliferação das fake news. Ademais, o Estado, em parceria com a mídia, deve instruir a sociedade acerca da importância de procurar a autenticidade das notícias recebidas, por intermédio de cartilhas educativas e tutoriais de como reconhecer uma fake news nas redes sociais, para que as decisões e pensamento de ordem sócio-política da população não sofram influências deturpadas e errôneas.