Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/08/2018
O advento da internet, no final do século XX, e a sua popularização provocou diversas mudanças benéficas para a sociedade, como a democratização da comunicação e o maior acesso a conteúdos informacionais. No entanto, junto a isso surgiu alguns problemas que vem se tornando motivo de grande preocupação, como a reprodução das “fake news”, que ganharam maior proporção devido à abrangência das redes sociais. Diante disto, torna-se indispensável à discussão acerca dos fatores corroborantes a essa situação, para que seja possível compreender as consequências desse problema. Em primeiro lugar, convém refletir sobre os impactos provenientes das novas práticas sociais. De acordo com uma pesquisa da Folha de São Paulo, no último trimestre de 2017 até o início deste ano, as páginas brasileiras de notícias falsas e sensacionalistas, ganharam engajamento no Facebook, e o jornalismo profissional apresentou queda, evidenciando um agravante da situação, haja vista a falta de fiscalização da rede sobre as notícias publicadas e compartilhadas pelos usuários. Dessa maneira, forma-se uma sociedade alienada, gerando uma massa ainda mais manipulável e suscetível a ideias utópicas, como é o caso de tratamentos caseiros “milagrosos” ou de alimentos que causam o câncer, entre outros.
Igualmente, é necessário falar sobre a influência dos entraves morais e éticos. O filósofo Zygmunt Bauman, ao definir a modernidade líquida, demonstrou a liquidez em todas as relações sociais, o que ocasiona a perda de valores, como o respeito e a empatia. Nesse viés, percebe-se uma raiz perversa do problema, associada ao mundo capitalista que prioriza lucros em detrimento de valores, como os sites que ganham mais valor com a divulgação de notícias falsas, sendo amparados pela impunidade, criando, assim, uma enorme rede de mentiras na internet.
Logo, é imprescindível adotar medidas com o objetivo de eliminar esse problema. Plataformas digitais como o Google e o Facebook, devem tomar providências para coibir a prática de propagação das “fake news”, mediantes grupos de checagem de notícias para atestar a veracidade de seu conteúdo. Por conseguinte, é importante que as pessoas não compartilhem uma notícia sem saber se ela realmente é verdadeira, já que, uma vez “na boca do internauta”, a informação falsa às vezes não tem chance de ser corrigida. Assim, se observará uma população que vai deleitar-se de referências consistentes, tornando-se mais crítica.