Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/08/2018

Hábito sofista

Na Grécia Antiga, os sofistas eram vistos por Sócrates como indivíduos que usavam a oratória para persuadir as pessoas e, por vezes, como aqueles que fugiam da verdade, tendo como principal objetivo obter benefício próprio. Hodiernamente, essa prática ainda se faz presente na sociedade, principalmente por meio das ‘‘fake news’’, que são notícias falsas muito difundidas no meio virtual e que trazem muitos perigos, em especial no âmbito político e social.

Primeiramente, convém destacar os problemas da disseminação dessas informações no meio político. Segundo Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, ‘‘Uma mentira dita mil vezes se torna verdade’’. Nesse contexto, a falta de senso crítico de grande parte da sociedade é aproveitada por indivíduos que, visando obter benefícios na sua área de atuação, propagam notícias falsas. Dessa forma, as mentiras que ganham ampla repercussão, principalmente na internet, acabam se tornando verdade e prejudicam o equilíbrio dos governos. Exemplo disso, a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual houve a repercussão de uma notícia falsa sobre Hillary Clinton, influenciando no resultado final da eleição.

Além disso, também é importante compreender o aspecto negativo da propagação dessas notícias no meio social. Nessa questão, é notório que informações não verdadeiras como as ‘‘fake news’’ levam as pessoas a tomarem atitudes equivocadas e, em alguns casos, precipitadas. Por conseguinte, pessoas inocentes são difamas e em casos mais extremos até mortas por causa dessa prática. Em 2014, por exemplo, a dona de casa Fabiane Morais de Jesus foi morta por moradores da cidade do Guarujá em São Paulo devido a repercussão de uma notícia falsa sobre ela.

Portanto, diante dos perigos da disseminação das ‘‘fake news’’ no meio político e social, medidas precisam ser tomadas. O ministério da Educação deve propor a inclusão da disciplina de educação digital nas escolas, formando alunos por meio de aulas e debates com profissionais da área da educação. Além disso, o poder Legislativo deve criar uma lei para punir de forma mais severa aqueles que criarem ou compartilharem notícias falsas, diminuindo assim a propagação desse tipo de informação. Dessa forma, o mau hábito sofista de defender ideias falsas para obter benefícios será reduzido e menos pessoas serão prejudicadas por essa prática.