Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/08/2018
Segundo Orson Welles, criador de uma das peças mais impactantes dos Estados Unidos, os indivíduos escolhem no que acreditar, principalmente, quando inseridas em seu “mundo particular”. Assim, surge a problemática ligada à disseminação de informações falsas, seja pela credibilidade dada a elas, seja pela falta de fiscalização efetiva no ambiente virtual.
Convém ressaltar, a princípio, que, indubitavelmente, a credibilidade dada as informações e a velocidade com que são compartilhadas seja uma as causas desse impasse. A falta de senso crítico da população, facilmente convencida por uma retórica bem elaborada, permite a divulgação de informações duvidosas. Ademais, vale lembrar do evento ocorrido em 1938, nos Estados Unidos, no qual grande parte dos ouvintes de uma rádio acreditaram na real invasão de marcianos, quando, na verdade, Orson Welles estava apenas transmitindo sua peça “ A Guerra dos Mundos”. Diante disso, percebe-se que há quase 100 anos as informações incertas veiculavam rapidamente, hoje, já na era da informação, a agilidade do compartilhamento nas redes é irrefreável.
Outrossim, a falta de fiscalização efetiva das redes sociais amplia a facilidade de transmitir fraudes. O projeto de lei nº 6.812, autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly, visa a criminalização daqueles que divulgam ou compartilham Fake News. A lei faz-se necessária haja vista a rapidez com que ocorre a disseminação e potencialidade dos conteúdos falsos na internet e os prejuízos muitas vezes irreparáveis as vítimas.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas que visem ao refreamento da divulgação de notícias falsas. Diante disso, a fim de fomentar o senso crítico e minimizar a disseminação delas, o Estado, na figura de Ministério da Educação (MS), pode criar programas de educação virtual que estimulem as escolas a debater – por meio de palestras – como melhor usar os recursos informacionais e identificar notícias falsas e suas fontes. Uma legislação específica, também, pode ser criada para penalizar quem compartilha notícias falsas e as consequências para quem divulga e as vítimas que recebem divulgadas, objetivando conscientizar a população.