Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/08/2018
É fato que as notícias falsas, as “fake news”, estão cada vez mais recorrentes no Brasil, tendo em vista que estão sempre disfarçadas com linguagem persuasiva e também acompanhadas de públicos que não desconfiam ou investigam as informações recebidas. Tal hábito dos brasileiros é responsável por diversas mazelas na atual sociedade como calúnia, injúria ou ,até mesmo, o homicídio.
Em uma primeira análise, é válido pontuar que, em 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte por moradores da cidade após o boato de que ela realizava rituais de magia negra com crianças. Assim, torna-se evidente que a propagação de informações errôneas é capaz de ocasionar sérios problemas, e por isso,deve ser veementemente reprimida.
É pertinente ressaltar, ainda, que a disseminação de dados incertos é fruto da ausência de verificação da veracidade por parte dos que compartilham tais mensagens, não desconfiando ou analisando o que leem e, consequentemente, contribuindo com a permanência dos imbróglios supracitados. Além disso, tais pessoas, muitas vezes, não estão cientes do Artigo 41 da Constituição canarinha, a qual afirma que os autores dessas proliferações podem responder por responsabilidade civil, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, o que os leva a produzir e partilhar tais notas.
Mediante o elencado, urge que o Estado brasileiro promova, em parceria com todas as escolas e universidades, uma campanha em prol da conscientização dos estudantes de sua responsabilidade na hora de transmitir informações, ensinando-os como identificar uma notícia falsa e expondo os males que podem ser fomentados pelas “fake news”, tanto para o autor quanto para as possíveis vítimas, tendo como base o que Aristóteles disse: “O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança”. Destarte, haverá a diminuição das notícias falsas e seus malefícios.