Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/08/2018
Para o ex-ministro Joseph Goebbels, “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”. Talvez essa frase represente um dos princípios das chamadas “Fake News”, a qual acrescenta um tom de perigo a era da informação. Nesse contexto, é necessário perceber que além da máxima, o não interesse em investigar a veracidade do que se lê, bem como, suas fáceis disseminações trazem ainda mais riscos sobre as tais notícias não verdadeiras.
Primeiramente, é válido considerar o desinteresse dos usuários em buscar a veracidade nos conteúdos lidos na internet. Isso porque muitas vezes as “notícias falsas” são usadas como protesto, seja político ou por outro motivo, sentimento esse que ajuda o utilizador a compartilhar conteúdo sem credibilidade. E como já observou Descartes em seu método cartesiano, é importante duvidar de toda a informação que chegue, principio esse que deve ser estimulado em qualquer usuário de internet.
Outrossim, ressaltar o poder de compartilhamento das “Fake News”, é necessário, devido ao grande número de utilizadores de redes sociais. E segundo dados da USP, 12 milhões de pessoas já compartilharam notícias não verdadeiras no Brasil. Número esse que comprova o perigo desse problema, pois, sobre o seu princípio e também dos chamados caça cliques usado na forma de imagens ou títulos sensacionalistas, percebe-se a ameaça sobre o mundo digital.
É evidente, portanto, que o risco sobre as “notícias falsas”, envolvem diretamente a conduta e ações dos usuários no meio virtual, e o mesmo pode ser solução do problema. Destarte, ao Ministério da Educação implantar o ensino digital nas escolas, o que ensinaria aos alunos e usuários a interação indagadora de toda informação contida na internet, o que pode ajudar a combater o problema. Ademais, é necessário também a atuação da justiça comum, atuando com punições penais e jurídicas para aqueles que persistirem em compartilhar “Fake News”, ação essa que deve resgatar o viés positivo da era da informação.