Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/09/2018
No desenho animado, “As Meninas Superpoderosas”, Silico um vilão com poderes virtuais, assola Towsville com o site “Balde de boatos”, em que por meio dele, notícias falsas são publicadas e acabam gerando caos na cidade. De maneria análoga, as fake news vem causando grande impacto na sociedade, fazendo com que muitas pessoas se prejudiquem por causa de informações falsas. Nesse contexto, essa problemática tem base nos fatores sociais e políticos.
Com efeito, as redes sociais são os maiores meios de comunicação onde possuem a disseminação de diversas notícias, mas muitas vezes são falsas. Assim, segundo levantamento da empresa PSafe, 8,8 milhões de pessoas no Brasil foram impactadas por fake news em apenas três meses. Sob esse viés, o usuário não checa a veracidade das informações, antes de serem publicadas nas redes, com isso, essa repercussão pode atingir inúmeras pessoas e acarretar graves prejuízos, como por exemplo, o fato que aconteceu com um casal, em Araruma, os mesmos foram espancados após viralizar em grupos do WhatsApp a informação de que estariam sequestrando crianças. Dessa forma, as populações escutam boatos como esses e decidem fazer justiça com as próprias mãos, sem ao menos saber a verdade e apenas preferem acreditar em tudo que é espalhado.
Ademais, o âmbito político abre portas para a disseminação das fake news. Nessa perspectiva, a mídia e o Governo usam as informações falsas para benefício próprio, utilizando métodos que distorcem a verdade para a persuasão emocional, dessa forma prejudicando a sociedade. Nesse contexto, em 2016, as fake news ganhou bastante relevância durante as eleições nos Estados Unidos, no intuito de beneficiar Donald Trump e o levarem à presidência. Por conseguinte, essas ações podem efetivamente interferir na decisão do eleitorado e causar tumulto após o processo de eleição.
Torna-se evidente, portanto, que as fake news são tratadas como um grande problema global. Para que isso mude, o Governo pode instituir o pagamento de indenizações para aqueles que usam as notícias falsas para mudar a opinião e a decisão da sociedade diante das eleições, e políticas de penalização para aqueles que publicam notícias falsas que provoquem violência, evitando essa “justiça com as próprias mãos”, como o ocorrido em Araruma. Como também, as instituições educacionais trabalhem com os estudantes por meio de trabalhos em grupos, palestras e gincanas que possam despertar a consciência crítica necessária para detectar qualquer tipo de informações e por fim, as grandes empresas de celulares devem desenvolver aplicativos, como o PSafe, que possa detectar e excluir qualquer tipo fake news que apareça nos dispositivos, com o intuito de proteger o usuário. Assim, melhorar a convivência social e política na sociedade contemporânea.