Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/08/2018
Com o advento da Revolução Técnico-científico-informacional, as relações em partes do globo foram dinamizadas. Desse modo, um simples boato pode ultrapassar fronteiras com a ajuda da Internet. Com isso, em busca de “clicks” e publicidade, Fake News são postadas diariamente no Brasil sem qualquer punição das autoridades. O combate dessas atitudes pressupõe uma análise das suas causas e das suas consequências.
A priori, a discussão do que causa o problema da pós-verdade torna-se pertinente. O desenvolvimento de políticas públicas para facilitar o acesso a Internet no Brasil, culminou na inserção de utilizadores não apenas com pouca experiência nas redes sociais como também com pouco pensamento crítico às notícias vinculadas virtualmente. Com isso, muitos oportunistas, a fim de acessos, publicam informações com pouca apuração jornalística contando com a ajuda da população para perpetuar seus informes.
Por conseguinte, as consequências são notórias em todo o Brasil. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a divulgação de Fake News rompe essa harmonia, haja vista que, pessoas podem ter suas imagens denegridas e não ter base legal para levar o caso à justiça. Por exemplo, o caso da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte, por moradores do Guarujá, após boatos sobre ela.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas para solucionar o problema. Destarte, o Poder Legislativo deve propor uma lei específica para Fake News, promovendo a sua ilegalidade e protegendo pessoas lesadas com essa prática. Como dito por Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por especialistas em segurança na Internet, sobre como identificar e denunciar uma pós-verdade, para que não exista mais casos como o da Fabiane.