Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/08/2018

O ser humano é um ser social e necessita estabelecer relações interpessoais. No entanto, a julgar por suas atitudes antiéticas, a sociedade corrobora o contrário do predito por Aristóteles. Nesse contexto, as notícias falsas espalhadas pelas mídias, expõem a ausência do senso de coletividade dos cidadãos. Posto que, a propagação dessas notícias, seja por falta de conhecimento, seja com intuito de manipulação de massas, acarreta prejuízos morais, políticos e econômicos.

Não obstante, apesar de a disseminação de Fake news promover caos social e imposição da ditadura durante a época Varguista, hoje, o uso de inverdades ainda é uma ferramenta utilizada por grupos políticos. Dessa forma, semelhante aos sofistas na Grécia antiga, tal realidade, visa à persuasão da população por meio de argumentos infundados. Como bem representado no caso Marielle, quando o movimento político MBL associou, de forma leviana, a imagem da vereadora com o grupo criminoso PCC. Situações semelhantes a essa são observadas de forma corriqueira e têm por objetivo principal a alienação, de modo que seja possível a manipulação ideológica.

Outrossim, tal como no mito da caverna, cabe também ao cidadão sair da ilusão e de suas bolhas virtuais e buscar por verdades. Uma vez que, segundo a DFNDR, 95% dos conteúdos falsos são propagados via redes sociais, em especial o Whatsapp. Dessa forma, correntes e memes, difundidos por este meio, descontextualizam e distorcem a veracidade da informação, amplificando a problemática. Nessa conjectura, a teoria de Darwin mais uma vez mostra que o mais apto a novas situações sobrevive. Evidenciando, que enquanto a população não buscar por informações seguras e desenvolver o senso crítico, a hodierna era pós verdade irá fortalecer problemas sociais como a polarização da política, hegemonia de grupos dominantes e preconceitos diversos.

Porém, embora caótica, essa situação é mutável. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação criar um projeto que seja utilizado nas instituições educacionais o qual promova palestras expositivas e atividades lúdicas a respeito dos perigos das notícias falsas propagadas nas redes, com o fito de fortalecer a educação digital para que a internet seja utilizada de forma segura e democrática. Dessa forma, trabalhar um conceito novo e ainda desconhecido por muitos, na base da sociedade, a escola, irá moldar o senso crítico e de coletividade dos cidadãos, assim como defendido por Aristóteles.