Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/08/2018

Não compartilhe essa corrente

Funcionando conforme o conceito de corrente elétrica, o qual ocorre devido ao movimento de elétrons e percorre sempre o menor caminho possível em um circuito elétrico, a credibilidade nas notícias falsas se torna presente por ser um trajeto breve. Em um único minuto o número de mensagens e compartilhamentos em duas redes sociais ultrapassou os 32 milhões, sendo grande parte informações manipuladas. Na obra ‘A importância de ler’, Paulo Freire cita: “Pobre do povo que aceita, passivamente, sem o mínimo de inquietação, a notícia segundo a qual defende seus interesses…” e logo brinca ao citar o que lhe favorece, ato que retrata a facilidade do conformismo.

Em época de eleições isso se intensifica. Enunciados falsos são publicados e espalhados com 70% mais agilidade que os verdadeiros, a fim de intervir na interpretação do eleitor em relação ao candidato. Ao se apoiar na garantia de liberdade de imprensa, diversos sites publicam material sem embasamento teórico, se diferenciando do devido propósito de circulação livre de material verídico.

As consequências também podem ser notadas na saúde. Apesar das vantagens comprovadas cientificamente das vacinas, um grupo de pessoas abomina o uso desse benefício por receber mensagens contendo falsas informações, dificultando a imunização e erradicação de inúmeras doenças. Nos últimos tempos a febre amarela e sarampo têm tido aumento significativo de casos, sendo os principais atingidos crianças cujos pais se negam veemente à utilização de tais medicamentos.

Com isso, fica evidente a necessidade de mudança da realidade similar á corrente elétrica. A fim de abranger o público infanto juvenil, por meio das disciplina de sociologia e língua portuguesa, trabalhar a interpretação de texto e instigar o senso crítico, assim sempre irão suspeitar e buscar os devidos esclarecimentos. Através de publicidades realizadas pelo Ministério da Saúde e do Tribunal Superior Eleitoral, divulgar dados que demonstrem as consequências que acreditar em falsas notícias podem gerar para a saúde e gestão do país. Para não mais percorrer o menor caminho possível, não compartilhe essa corrente!