Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/08/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler usou da propaganda oral e impressa para divulgar uma falsa imagem de seu governo e conquistar adeptos a sua ideologia. Sob essa ótica, é possível inferir raízes históricas da proliferação de noticias falsas que, na hodiernidade brasileira, aliada ao crescente avanço da tecnologia e rápido compartilhamento de informações, vêm tornando-se um problema cada vez mais recorrente, haja vista a falta de checagem e falhas legislativas.

Em primeiro lugar, é indubitável a rápida disseminação de notícias e seu alcance nas redes sociais e internet no século XXI, entretanto, tal fato torna-se um problema quando a informação é falsa. Por conseguinte, o imediatismo vivenciado e a falta de cuidado na checagem antes de compartilhar uma informação, não pesquisando em fontes seguras, ao se propagar pode acarretar sérios prejuízos, resultando na alienação da população, além de causar danos morais e até físicos aos envolvidos nas “fake news”.

Outrossim, segundo Aristóteles, a base de um sociedade é a justiça. Nesse contexto, o atual cenário brasileiro parece não corresponder a tal afirmação, tendo em vista a ausência de medidas efetivas contra a criação  de notícias falsas . Em virtude disso, cria-se um quadro de impunidade e sensação de segurança aos elaboradores desse conteúdo, corroborando para a sua continuidade e intensificando seu compartilhamento no meio social.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe a mídia, o dever de alertar sobre os perigos da proliferação de notícias inverídicas e da importância da checagem de informações, por meio de propagandas nos veículos de comunicação, a fim de criar uma sociedade mais consciente de seus atos. Ademais, o Poder Legislativo deve elaborar leis específicas, com o objetivo de punir os criadores de postagens falsas. Desse modo, a sociedade talvez consiga alcançar a justiça que Aristóteles expôs.