Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/08/2018

“Se está na internet é verdade?”

Na Era Moderna o surgimento da Imprensa de Gutenberg popularizou o alcance da informação; atualmente, o acesso a dados e notícias é feito em segundos pelo advento de tecnologias informativas como “sites” e redes sociais. Todavia, nesse novo contexto, pessoas de má índole adquiriram uma arma poderosa para a rápida difusão das chamadas “Fake News”.

Recentemente, a rede de contatos “Facebook” esteve em um cenário de bloqueio de páginas brasileiras de diversas frentes políticas por conta da disseminação de falsos noticiários pelas mesmas. A rede social recebeu críticas que denunciavam uma possível censura e dessa forma é possível observar que a contenção de falsas informações enfrenta a problemática de não burlar o direito à liberdade de expressão, mas também de assegurar confiabilidade nas mensagens compartilhadas.

É relevante ressaltar ainda que indivíduos inocentes muitas vezes são agentes de transmissão desses alardes não verdadeiros, ainda que sem intenção. Isso se deve ao fato dos navegadores de internet muitas vezes não terem consciência ou conhecimento suficiente para identificar uma inverdade noticiada.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. É imprescindível que o Ministério da Justiça (MJ), com o apoio do Governo Federal, imponha aos meios jornalísticos, em especial os que fazem uso de plataformas digitais, a utilização de um “selo da verdade”, emitido também pelo MJ, para promover um compromisso com a veracidade dos fatos por parte das mídias informacionais, sendo passível uma punição por meio do bloqueio temporário ou definitivo das mesmas no caso de burlarem a convenção. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) poderá fazer uso das redes sociais para manter os usuários informados sobre a consequência de um compartilhamento de falsas notícias e ensinar os melhores métodos de identificá-las. Logo, a frase “Se está na internet é verdade” que muitos internautas atribuem ironicamente ao que é partilhado na grande rede, não será mais uma brincadeira, porém sim a realidade dos meios de comunicação no Brasil.