Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/09/2018

Desde o seu surgimento e expansão, por volta do século XVIII, a imprensa dispõe, essencialmente, do papel de informar. Com a internet, criou-se um novo formato de consumo de notícias, e uma consequência desse formado é a propagação de notícias falsas. No Brasil, as “fake news” são amplamente produzidas e consumidas, devido a interesses econômicos e ideológicos por trás da produção desse conteúdo, bem como à corroboração da população quanto ao seu uso e compartilhamento.

Efetivamente, notícias são bens de consumo imediato, que auxiliam os indivíduos na execução de sua cidadania, dando-lhes sentido social. Entretanto, com a popularização da Internet, o ganho através de cliques e acessos nas páginas virtuais fomentam a necessidade de alguns veículos em produzir manchetes tendenciosas ou com informações distorcidas, que buscam chamar a atenção do público: são os nocivos caça-cliques. Outrossim, tal façanha altera resultados políticos ao, por exemplo, divulgar notícias deturpadas ou com dados mentirosos sobre presidenciáveis.

Nesse sentido, tornou-se usual a utilização de redes sociais como o Twitter e o Facebook para a disseminação, pelos cidadãos, das notícias de cunho duvidoso. Redes privadas de conversa como o WhatsApp são ainda mais empregadas em território nacional, em relação ao tema, tornando-se incalculavelmente perigosas, uma vez que dificultam qualquer tipo de controle ou monitoramento do que é compartilhado nas mesmas.

Fica claro, pois, que algumas medidas devam ser tomadas. Destarte, os responsáveis pelas grandes mídias sociais devem criar cadeias de monitoramento de informações, que apurem os conteúdo duvidosos através da comparação de dados, e divulgue-os para toda a população, a fim de esclarecer a credibilidade de alguns veículos e postagens. Além disso, o Governo deve criar campanhas televisivas sobre o tema e divulgá-las em horário nobre, com o objetivo de instruir e incentivar o consumo e compartilhamento consciente de notícias por parte da população.