Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/08/2018

A grande repetição de mentiras as tornam verdades, segundo a ex-ministra da propaganda de Hitler. Tendo tal conhecimento em mãos, muitos passaram a utilizá-lo a fim de obter lucros e se beneficiar sobre outros. Consequentemente, problemas como manipulação de informações, mídia sensacionalista e difamação de imagem alheia tornam-se cada vez mais frequentes.

Mesmo que com grandes raízes histórias, a manipulação de informações tornou-se mais perigosa após o aparecimento da imprensa e posteriormente aos meios de comunicação em massa. A exemplo da utilização de tal método: o Plano Cohen. Neste, Getúlio Vargas espalhou pelos jornais e rádios falsas informações sobre uma possível ditadura comunista o que levou o povo a apoiar sua permanência no poder. Não bastasse a imposição forjada de um presidente, a propaganda passou a ter capacidade de ditar a relevância de várias notícias, tornando-se cada vez mais sensacionalista.

Não obstante, o fluxo gigante de informações que circula nas redes sociais faz deste ambiente um excelente criadouro de Fake News. Segundo a Universidade de São Paulo, mais de 10 milhões de usuários brasileiros criam ou propagam notícias falsas. Como consequência de tais atos, a difamação de pessoas públicas ou não se tornou comum, sinal de clara violação do Código Penal. Como o ocorrido à Marielle Franco do Partido Socialista e Liberdade (PSOL), em março de 2018, que teve seu nome associado ao tráfico e uso de drogas, após sua morte.