Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/08/2018

As notícias falsas (fake news, em inglês) têm gerado grande preocupação em todo mundo. Essa preocupação se deve, principalmente, ao poder que estas notícias possuem de alterar rumos políticos das nações. Um exemplo desse poder são as suspeitas de que as fake news influenciaram o plebiscito do Brexit e as últimas eleições norte-americanas. Diante dessa grande ameaça, recai-se sobre a comunidade mundial a dúvida em como minimizar os efeitos negativos dessas notícias sem, contudo, censurar o fluxo de informações.

O ser humano está cada dia mais atrelado à tecnologia da informação. Os progressos nessa área têm facilitado a vida humana em muitos aspectos. Não obstante, as notícias falsas representam um claro exemplo de como os avanços tecnológicos podem ser utilizados para o mal. Desta maneira, ao se disseminar informações falsas pela internet, o homem atual se torna refém de interesses particulares e fica mais suscetível a manipulações diversas.

Todavia, uma restrição excessiva da informação pode configurar censura, segundo David Kaye, relator especial da ONU. Diante disso, o mundo se encontra em um grande dilema de como encontrar o equilíbrio entre a coerção da divulgação de informações inverídicas e a coerção da livre manifestação e do pensamento crítico.

Levando-se em conta argumentos aqui expostos e considerando que a censura seria um retrocesso dos direitos humanos, é imprescindível que se criminalize a divulgação de informações falsas, punindo aquele que veicula a informação assim como a rede social que possibilitou que aquela informação fosse veiculada. Além de coibir a divulgação das fake news, a possibilidade de uma punição pressionaria cada rede social a desenvolver algoritmos capazes de detectar informações inverídicas impedindo essas de se propagarem.