Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/08/2018
Ao atuar como uma das três leis newtonianas, a lei da inércia afirma que um corpo tem tendência a permanecer em constate repouso ou movimento retilíneo e uniforme, até que seja efetuada sobre ele uma força de intensidade suficiente para a mudança de seu percurso. Sob esse viés, os perigos trazidos pelas fake news são bem pertinentes. Logo, tal impasse representa um desafio a ser enfrentado de forma mais expressiva pela população. Com isso, em vez de atuar como a força suficiente para a mudança de rota desse, a ausência de educação dos indivíduos aliada à intolerância deles, contribuem para a intensificação de tal problemática no Brasil.
A princípio, é indubitável que a ausência de educação dos indivíduos seja uma das principais influenciadoras para a acentuação das fake news na sociedade. Segundo o importante filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Com isso, constata-se que o ser é dotado de ignorância, haja visto tamanha vontade de prejudicar ao próximo. Infelizmente, algo deplorável, considerando que de acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as informação falsas se espalham exacerbadamente de forma mais rápida do que as verídicas, cerca de 70%.
Considera-se também, a intolerância dos indivíduos como uma forte impulsionadora do problema no corpo social. O renomado poeta italiano Giacomo Leopardi, ao relatar que nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a própria intolerância, faz uma crítica àquela parcela da população que não possui capacidade de aceitar aquilo que o outro faz ou é, sem mesmo prejudicá-lo. Algo deplorável, se considerado que o artigo 3 da Constituição Federal de 1988, que concerne ao bem de todos, sem preconceitos, está presente apenas no papel e não no factual.
Torna-se, portanto, evidente que ainda existem entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Diante disso, é dever do Governo por meio de investimentos na educação, melhorar a qualidade de ensino dos cidadãos, a fim não só de alertá-los, mas também não os tornarem leigos quanto ao assunto. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) fomente nas instituições escolares, campanhas e palestras que discutam o combate às fake news. Tais ações agirão como a força necessária para a mudança de trajeto do problema, logo, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.