Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/08/2018
Na Grécia Antiga era muito comum a presença de grupos denominados Sofistas, que ficavam em praça pública ensinando retórica e argumentação, mas sem o compromisso com a verdade. De forma análoga, as “Fake news” tem se comportado de maneira semelhante nos dia atuais. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências da difusão das inverdades.
Em primeiro lugar, devemos lembrar que a tecnologia e outros avanços foram essenciais na construção do mundo ao qual conhecemos. No entanto, mesmo com tantos pontos positivos existem barreiras que atrapalham o meio social, como é o caso das “Fake news”. A divulgação de notícias falsas não é só um problema que fica restrito as redes sociais, mas também atinge de maneira direta a sociedade. Um exemplo a ser lembrado é o de uma moradora do Rio de Janeiro que foi acusada de magia negra com crianças, a consequência trágica foi a sua morte, colocando em cheque os limites do compartilhamento de informações. Nesse viés, é inadmissível que as falsas postagens permaneçam impune.
Além disso, nos dias atuais, é muito difícil diferenciar o que é verdade ou não, já que o alto volume de informações e a falta de conhecimento por parte de alguns cidadãos contribuem para o avanço da inverdade. As redes sociais e outros mecanismos já fazem parte do cotidiano, mas a nossa atenção deve estar voltada não só para os acontecimentos atuais, mas, principalmente, na verdade.
Nesse sentido, em consonância com os sofistas e suas práticas, devemos ter o papel inverso desses indivíduos, ou seja, o compromisso com a verdade. Sendo assim, o Estado juntamente com as redes sociais devem implementar medidas que inibam as notícias falsas, por meio de mecanismo gratuito de denúncias de forma anônima. O Ministério da Educação, por outro lado, deve liberar verbas para construção de unidades de ensino tecnológica com o intuito de mostrar em como se proteger. Espera-se, com isso, que a verdade seja o centro dos nossos atos.