Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/08/2018

Durante a época nazista, na virada do século XIX para o século XX, o ministro de Hitler, Joseph Goebbels citou, “Uma mentia repetida mil vezes torna-se verdade”. Comparando o passado com o presente, hoje, a facilidade de disseminação de notícias falsas ganha ainda mais força nas redes sociais, tendo em vista o lucro através de “likes” e visualizações, as pessoas esquecem seus princípios morais e éticos, levando milhares de pessoas a compartilhar notícias inverídicas sem buscar a veracidade da fonte.

A princípio, as “fakes news” são uma criação do sistema capitalista. Com a intensificação do uso das redes sociais, o mesmo tem servido como meio de manipulação da sociedade e fontes de lucro por páginas movidas à visualizações e curtidas. Percebe-se a prioridade das pessoas para o lucro, deixando de lado sua moral e sua ética, pois, como são amparados pela impunidade, sentem-se livres para postar o que quiserem nas redes, ganhando com a propagação de mentiras. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman , ao definir a modernidade líquida, demonstrou a liquidez em todas as relações sociais, o que ocasiona a perda de valores sociais, como o respeito e a empatia.

Outrossim, é notório a ausência de medidas preventivas contra o compartilhamento desacerbado das “fakes newes”, uma vez que, as pessoas não procuram saber a fonte da notícia, pois não há a informação para intrigar o leitor por essa busca, consequentemente, gera-se um aglomerado de pessoas sem o poder de criticar o que ver,  gerando assim impactos sociais negativos  de convivência, como, mortes, processos, difamação. Por exemplo, um caso que aconteceu nas redes sociais e foi parar na justiça, uma ativista, protetora de animais, Monica Rodrigues de Faria foi processada por ter postado em seu perfil um texto escrito por outra pessoa criticando um veterinário, isso evidencia a importância de buscar a fonte.

Portanto, ações são necessárias para resolver o impasse. Sendo a intervenção do estado uma medida delicada, por se tratar do direito a liberdade de expressão, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações conjuntamente com o Poder Legislativo, a instituição de novas leis específicas contra mentiras publicadas em qualquer meio informativo, Assim, essas políticas fazem com que os grandes canais de comunicação sejam forçados a uma análise mais aprofundada do que chega ao corpo social, refletindo dessa forma, na transparência das ideias para a criticidade dos internautas.