Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/08/2018
A Constituição Federal - promulgada em 1988 - coloca como Cláusula pétrea o direito à liberdade de expressão, no entanto, esse direito se esgota quando afrontado com a integridade moral do outrem. Tal fato, portanto, ocorre na divulgação de “Fake News” que afetam a vida de muitos brasileiros, seja pela credibilidade social, seja pela repercussão potencializada pelas redes sociais.
Nesse ínterim, as informações são indispensáveis no mundo atual, uma vez que são o caminho ao conhecimento. Porém, essa era é conhecida com o neologismo de pós-verdade, já que a busca pela veracidade de uma informação passa a segundo plano e o que aparenta ser verdade se torna mais relevante. Nesse contexto, convém enaltecer a família da vereadora Marielle Franco, pois além de sofrer com a sua cruel morte, teve que lidar, também, com a disseminação de notícias falsas sobre a vida da ativista. Logo, a sociedade faz-se vítima do excesso de credibilidade e carência de discernimento social.
Acerca dessa lógica é conveniente destacar o discurso do ministro de propaganda nazista - principal meio de propagação dessa ideologia exterminadora - Joseph Goebel, de que uma mentira contada centenas de vezes torna-se verdade. Diante disso, tal ideia, hoje, é potencializada pelos meios de comunicação, tanto pela instantaneidade quanto pela falta de averiguação corresponde as informações divulgadas.
Desse modo, ficam evidentes as dimensões que podem alcançar as “Fake News” e a necessidade de saná-las. Para isso, cabe ao governo investir em Educação Digital, por meio de propagandas midiáticas que ensinem as pessoas a identificarem conteúdos falsos e como denuncia-los, a fim de evitar a viralização. Além disso, é dever do Poder Legislativo criar leis que punam os responsáveis pela a autoria das notícias inverídicas, com a intenção de desbanalizar esse ato. Só, então, o meio jornalística retornará á seriedade que lhe convém diante a liberdade de expressão em um país democrático.