Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/08/2018
Pinóquios contemporâneos
Em tempos de rapidez ou ‘’tacocracia’’ - termo usado por Cortella, torna-se cada vez mais raro o indagamento frente ao noticiário. Como consequência, em 2016, pós-verdade foi eleita a palavra do ano pelo Oxford. Tal termo resume a grande objeção das fake news que têm se espalhado pelo mundo. A relativização da verdade, no entanto, não é novidade e já ocorria, por exemplo, na Grécia Antiga, com os sofistas. É imprescindível, assim, conhecer mais sobre o tema e, sobretudo, seus perigos, de modo a conscientizar as pessoas e atenuar essa realidade.
Uma das consequências da divulgação de notícias falsas é o desgaste político causado. Goebbels, que foi ministro da propaganda nazista, afirma que uma mentira dita mil vezes pode ser vista como uma verdade. De fato, na política, a disseminação de inverdades apresenta tal perigo. É o caso, por exemplo, da superioridade ariana divulgada como um fato e que, por conseguinte, provocou o holocausto. No Brasil, sobretudo em 2018, com as eleições, é preciso que as notícias sejam averiguadas afim de não provocar um quadro caótico de fake news, com efeitos negativos a longo prazo.
Outrossim, é válido dizer que as falácias afetam todo um campo social. A título de exemplo, pode-se dizer que as notícias falsas provocaram uma baixa na procura de vacinas, macacos foram mortos por serem acusados falsamente de causar a febre amarela e muitas pessoas, principalmente famosas, têm sido vítimas de injúrias virtuais. Sem limites na tacocracia tecnológica, a objeção perpetua e pode ser vista como uma síndrome de ‘‘pinóquios’’ contemporâneos que, sem cuidados, espalham mentiras.
Depreende-se, pois, que as fake news são um grande perigo. Afim de atenuar a questão, uma boa medida seria a criação, com o auxílio do Ministério da Educação, de um projeto em prol da verdade nas escolas. Nele, semanalmente, os jovens deveriam aprender a analisar e debater o que é ou não um fato. A medida, apesar de simples, pode ensinar que em tempos de rapidez, é preciso ter calma e senso crítico frente ao noticiário.