Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/08/2018
O desenvolvimento da imprensa no Brasil, deu-se a partir da chegada da Corte Portuguesa no ano de 1808. No entanto 110 anos depois, ao observar a frequência de notícias falsas sendo não só publicadas, mas disseminadas atualmente pela internet, nota-se que há uma problemática em meio a esse conjunto de veículos que tem como função exercer uma comunicação exclusivamente informativa, seja pela facilidade com que as notícias podem ser criadas e compartilhadas, seja pelas consequências que a divulgação delas pode causar.
Desde a Segunda Guerra Mundial as inovações tecnológicas surgem cada vez mais e mais rápido, com o objetivo de facilitar a vida de quem as utiliza e com as redes sociais não é diferente, estas vieram para facilitar a comunicação. No entanto pessoas interesseiras e mal intencionadas acabam por utiliza-las de forma aproveitadora e as vezes até maldosa. É inventar, digitar e dar um clique que a Fake News está publicada. Basta apenas um clique de milhares de pessoas e a mesma já pode ter alcançado mais milhões de pessoas, de qualquer parte do mundo, e isso tudo em poucos minutos.
As consequências desse alcance progressivo podem ser diversas dependendo da notícia publicada. Desde um término de relacionamento, até mesmo um homicídio, como foi o caso de Fabiane Maria de Jesus, morta depois da divulgação de boatos envolvendo rituais de magia negra com crianças. Outra situação importante que pode ter a influência de notícias falsas é a eleição de candidatos ao governo, pois a unidade básica da tomada de decisão é a informação, portanto a má informação levará à má decisão.
Sendo assim as redes sociais devem criar um termo de responsabilidade a ser exibido no momento de criação de postagens com mais de 500 caracteres e também no momento de compartilhamento, caso a origem da postagem a ser compartilhada seja uma página já identificada como canal de informação. Nesse termo devem ser apresentadas as penas legais que podem ser aplicadas caso a notícia seja falsa, o que resultará em maior consciência no ato de divulga-las. E como proferido pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras sobre educação digital, ensinando maneiras de identificar Fake News e como apurar a veracidade destas, mas também expondo as possíveis consequências de cria-las ou compartilha-las, tanto para as pessoas envolvidas na notícia inventada, quanto para os criadores e disseminadores. Dessa forma os jovens, maiores consumidores das redes sociais e internet estarão cientes da importância de não acreditar em tudo que se lê por lá.