Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/08/2018
No século XX, Joseph Goebbels - ministro da propaganda da Alemanha nazista - entonou a seguinte frase: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”. Não tão distante do cotexto de guerra em que foram ditas essas palavras, a era contemporânea carrega informações que chegam de forma facilitada aos cidadãos, propagando assim as chamadas Fake News, onde falsos argumentos podem tomar proporções que venham a prejudicar uma enorme parte da sociedade, de forma que a criminalização vem sendo pauta de discussões no âmbito social e parlamentar. A facilidade de acesso aos conteúdos oferecidos por diversos meios de comunicações não garante a credibilidade das notícias, muitas delas com enorme expressividade nas redes sociais. Fatos subjetivos construídos por meio de crenças e emoções podem gerar um atraso social de grande extensão, um exemplo disso é que doenças como poliomielite e sarampo reapareceram no Brasil, fruto da divulgação de Fake News. Boatos atingiram as redes sociais ligando as doses de vacinas aplicadas na população a casos de mortes e doenças incuráveis.
Deve-se pontuar que a câmara do deputados vem analisando um projeto de lei que torna crime o compartilhamento ou divulgações de informações falsas, prevendo detenção de 2 a 8 meses e pagamento de multas. Atualmente no Brasil, os artigos 138 e 139 da constituição preveem pena baseados apenas em calúnia e difamação.
É notório, portanto, que há questões de valores individuais sendo repassados de forma irresponsável e sem a devida apuração jornalistica. É imprescindível que projetos educacionais transmitidos por meios de comunicação sejam elaborados, de forma que ajude a população na identificação de falsas notícias, assim como o Estado deve intervir no aumento na rigidez das punições para tais crimes cometidos, a fim de que relatos incoerentemente divulgados não tenham intensidade e espaço a ponto de prejudicar de larga maneira o convívio social.