Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/08/2018
O ágil consumo de informações atual, fake news e as consequências disso
Globalização é o nome dado a um processo em que a comunicação proporciona a integração internacional. Um dos grandes agentes da globalização certamente é a internet, e ela proporcionou o inédito ao tornar a informação instantânea. Porém, apesar da vantagem que a internet fornece ao propiciar informações de forma mais rápida e acessível, há a desvantagem de deparar-se com informações enganosas, com as fake news. As fake news iludem os indivíduos que acreditam nela, fazendo com que achem que aquela realidade exposta é real, e isso pode motivar as mais diversas e inclusive perigosas ações.
Para ilustrar, em 2016, durante as eleições dos EUA, uma empresa de checagem, Polifact, divulga dados sobre declarações falsas ditas por candidatos à presidência. Donald Trump, por exemplo, teve uma porcentagem de 4% de falas verdadeiras em um total de 474 falas. Sabe-se que Donald Trump foi eleito como presidente dos EUA. Isso é uma situação que alarma sobre o potencial poder das fake news, além de alertar para o fato de que uma ação individual tomada a partir delas pode interferir num coletivo indiretamente.
Augusto Cury disse certa vez, com outras palavras, que aceitar muito facilmente as informações é perigoso para a inteligência. Esses dizeres devem ser relacionados com esse contexto pós-moderno em que se desenvolveu o costume de consumir informações de forma muito rápida, muitas vezes, sem cogitar a veracidade dessas.
Em síntese, fake news podem ser perigosas e podem causar danos para os indivíduos ou para a sociedade, no geral. Algo que poderia ser feito para desestimular esse quadro seria os municípios cobrarem uma multa aos autores e divulgadores de fake news, o dinheiro ganho com isso, poderia ser investido em jornais locais com notícias autenticadas e na divulgação deles.