Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/08/2018
Na década de 1930, Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha, foi o responsável pela divulgação das ideias nazistas e da criação da imagem de Hitler como o líder. Com a ideia de que “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”, Goebbels manipulou e disseminou notícias falsas, de modo a promover seu governo e implantar a ditadura. Na contemporaneidade, principalmente no Brasil, a divulgação de artigos falsos intensificou-se sobretudo nos meios tecnológicos. Compreender o atual cenário encontrado, em que as “Fake News” tornam-se presentes, é primordial para a promoção de resoluções, uma vez que os transtornos sociais advindos do uso equivocado das redes sociais e a falta de garantia da democracia são observados na atualidade.
Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, pós Segunda Guerra Mundial, o meio técnico-científico-informacional consolidou-se e a sociedade passou a conviver diante de um intenso fluxo de comunicações. No entanto, a proliferação de notícias ilegítimas, principalmente nos meios sociais da internet, pode acarretar prejuízos à imagem de pessoas e instituições, como ocorrido em 2013, na cidade de Piracicaba em São Paulo, onde uma servidora pública foi condenada por compartilhar no Facebook, uma suposta negligência de um veterinário em uma cirurgia, que depois veio a ser desmentida. Pretexto esse, no qual deve ser combatido, notado que essa nova fase do mundo globalizado pode ser prejudicial ao desenvolvimento de um país.
Outrossim, o corpo social passou a ser regido pela era pós-verdade, na qual os fatos tornaram-se fluidos e as informações não precisam ser comprovadas, mas somente repercutidas para que haja aceitação. À vista disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início de 2018, autorizou a exibição de anúncios pagos para as eleições, em plataformas sociais, sem regras acerca da veracidade dos dados . Isso corrobora para a consolidação da polarização política, de modo que a manipulação de feitos, alienem a população e a sujeite a aceitar determinado governo no poder, contexto que vai contra a democracia garantida na Constituição Brasileira. Por essa razão, urge a ação direta de entidades influenciadoras, para que se encerre tal problema social.
Evidencia-se, portanto, o carecer do combate de fatos irreais nos meios de comunicação. Para contrapor tal cenário, o Ministério Público Federal (MPF) em ação conjunta com a mídia, devem fazer companhas nos meios de comunicação, através de informativos que expliquem o que são essas notícias, de modo a orientar a população acerca da identificação das “Fake News”, ao passo que o próprio MPF delimite regras para o uso de todas as plataformas digitais, para que órgãos como o TSE sejam resguardados e, diferentemente dos ideais de Goebbels, a democracia seja garantida.