Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/08/2018
Educar para instruir
No auge da era da informação e da tecnologia, aparatos facilitadores da vida moderna, surgem as Fake News como um dos principais problemas culturais da atualidade. Por certo, a precariedade e a falta de estímulo educacional do Brasil confluem com sua potencialização. Nesse sentido, a aliança entre escola, estado e sociedade se faz essencial na transposição das barreiras entre a verdade e a informação, pois, como disse Paulo Freire “se a educação não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
Ademais, como postulado por George Orwell em sua obra “1984”, para manipular as massas, basta influenciar sua consciência negativamente. Consoante a máxima do autor, é comum que matérias sensacionalistas abordando política, religião, economia e, até mesmo, crianças acometidas de graves doenças, se popularizem nas redes sociais, pois utilizam das crenças e sentimentos das pessoas para atingir determinados grupos. Dessa forma, o imaginário coletivo corrobora, até mesmo, com o desdobramento de atitudes violentas.
Além disso, a falta de senso crítico para discriminar o real do absurdo, afeta, também, à saúde da população. Conforme a matéria publicada pelo site BBC, no ano de 2018, a polêmica relação entre a vacinação de crianças contra o sarampo e o desenvolvimento de autismo - disseminada rapidamente em páginas da rede Facebook e através do Whatsapp - provocou pânico na sociedade contemporânea, fazendo, desse modo, que pais questionem a decisão de vacinar seus filhos, correndo o risco de expô-los a sérios riscos endêmicos. Assim sendo, a verificação de fontes e fatos, concomitantes à educação digital, surgem como primordiais.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério da Educação reformular o PNE (Plano Nacional de Ensino) reforçando a necessidade do ensino de sociologia e filosofia nas escolas, a fim de fomentar o senso crítico e o discernimento na base da sociedade - os jovens. Ainda assim, cabe ao Estado, em parceria com as Universidades, investir em projetos socioculturais, criando laboratórios de informática - nas comunidades - nos quais alunos de jornalismo possam estagiar, ensinando como identificar as Fake News e a importância da não divulgação. Dessa forma, será possível fazer acontecer, de fato, a era da informação.