Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/08/2018
“Uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade”. Essa frase de Joseph Goebbels deixa explícito o potencial que uma mentira possui de influenciar e ser tomada como parâmetro pela sociedade. Esse fato associado à crescente acessibilidade aos meios de informação, bem como o potencial destes na disseminação de notícias, faz com que ganhe destaque as denominadas “fake news”, ou seja, notícias falsas. No entanto, essas práticas inescrupulosas prejudicam a sociedade, e podem representar os interesses de um determinado grupo social, como também ferir o direito de acesso à informação.
A priori, a frase “Os fins justificam os meios”, de Nicolau Maquiável, ilustra bem a situação, pois há a supervalorização de interesses individuais em detrimento dos coletivos, o que faz com que haja o apelo para divulgação de informações falsas para se alcançar um objetivo. Isso é exemplificado por meio da indústria de cosméticos que, fazendo uso da televisão e da internet, propagam “curas milagrosas” para problemas como a calvície, mas que na realidade não possuem comprovação científica nenhuma, além de não apresentarem resultados efetivos. Assim, inúmeras pessoas gastam o pouco dinheiro que possuem, enquanto essas empresas enriquecem cada vez mais.
Em segundo plano, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui o direito de acesso à informação. Entretanto, é comum pessoas divulgarem dados errados e ainda argumentarem que estão fazendo uso da “liberdade de expressão”. Isso pode ser mostrado em período de eleições presidenciais, no qual os grupos que se opõem tentam, de qualquer maneira, prejudicar a campanha eleitoral dos que representam a oposição. Em vista disso, o desenvolvimento do país em questão será prejudicado, interferindo também na vida de milhares de pessoas que, dependendo da política adotada, podem ser mortas, como ocorre em casos de regime ditatorial.
Portanto, medidas são necessárias para contornar a situação e construir um país melhor. Então, o Governo Federal deve incentivar a fiscalização e a apreensão de mercadorias que não apresentam o efeito que é garantido pelos fabricantes. Para isso, deve dispor de um grande grupo de profissionais, altamente capacitados, que possuam conhecimentos científicos, a fim de averiguar a veracidade dos rótulos e promessas de diversos cosméticos. Outrossim, o Ministério da Educação deve estimular, nas escolas, a educação digital, de modo a instruir os alunos nos possíveis impactos que uma informação pode causar na sociedades, além de, com auxílio das disciplinas de Filosofia e Sociologia, ensinar sobre princípios éticos e morais, dando ênfase na questão da empatia. Ademais, o Governo deve, também, utilizar da mídia para incentivar a população a ter cuidado com as “fake news”.