Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/08/2018
No livro “Acredite, estou mentindo: Confissões de um manipulador das mídias”, o americano Ryan Holiday mostra o lado obscuro da mídia, elucidando como os jornais, blogs e sites de notícias fazem para manipular os leitores, e até como sites então desconhecidos, conseguem pautar as discussões no debate público. Todo esse panorama, é um ambiente fértil para a disseminação das fake news, notícias falsas que aparentam ser verdade, mas que servem apenas à desinformação.
No entanto, as fake news não foram criadas recentemente, há alguns anos atrás, quando algum jornal produzia alguma notícia falsa, sua reputação perante o público era imediatamente desmoralizada, mas hoje, por conta da quantidade de jornais, sites e da rapidez na propagação de notícias, potencializada pela internet e pelas redes sociais, os boatos são compartilhados rapidamente, e quando a notícia é provada como sendo mentira, o autor simplesmente edita ou apaga o conteúdo que não condiz com a verdade, e permanece com a reputação intacta.
Além disso, os principais alvos das fake news são personalidades públicas, como celibridades e políticos, o que atrai mais leitores, que na ânsia de repassarem as informações, não checam previamente as fontes utilizadas, o autor ou até mesmo o portal que hospeda a notícia, o que favorece a dispersão de boatos que serão difíceis de serem desmentidos, como no caso da vereadora da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco, que após ser assassinada, foi vítima de notícias falaciosas relacionando-a ao traficanate Marcinho VP.
Fica evidente, portanto, que o combate às fake news em um mundo cada vez mais conectado à internet é imprescindível para combater a alienação da população. É necessário que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que criminaliza a divulgação ou o compartilhamento de informações falsas na internet, assim como agências especializadas na checagem de notícias veiculadas na rede mundial de computadoes, como a brasileira Agência Lupa, recebam apoio financeiro de ONGs para que possam exercer o trabalho de verificação de maneira imparcial e isenta para, dessa maneira, esclarecer ao público quais notícias são verídicas ou não.