Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/08/2018
Segundo o filósofo Habermas, os meios de comunicação seriam fundamentais para a conquista da razão comunicativa. De fato, com o advento da tecnologia e o aperfeiçoamento na comunicação foi possível superar fronteiras. Contudo, todo esse desenvolvimento nem sempre é bem utilizado, visto que muitos indivíduos têm feito do mundo virtual um palco de informações mentirosas,conhecidas como fake news. Desse modo, tal situação desafia a sociedade, seja pelas raízes históricas, seja pela inoperância estatal.
Em uma primeira análise, percebe-se que a prática de propagar notícias falsas é fruto de raízes históricas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o ministro de propaganda nazista utilizava jornais, filmes e propagandas para divulgar informações falaciosas sobre o regime. Sob essa ótica, apesar de datar tempos passados, tal situação reverbera na sociedade atual devido principalmente a facilitação de propagação de boatos haja visto a dinamicidade dos meios informacionais. Logo, é notório que práticas antigas persistem.
Acresce-se a isso a inoperância do Estado frente a essa problemática. Isso porque, alienados pelo capitalismo selvagem e pelos subvertidos valores líquidos, os governos negligenciam a necessidade de mudança da caótica realidade assolada pelas fake news. Em vista disso, falsas notícias são propagadas para viralizarem e, com isso, ganhar dineiro, porém, o que não se percebe é que pessoas são afetadas devido a tal ato. Prova disso, foi o caso do Doutor Drauzio Varella, o qual teve divulgações errôneas sobre supostas afirmativas que ele havia dito. Assim, políticas públicas que visem coibir tais atos faz-se necessário.
Torna-se evidente, portanto, que as fake news é um impasse e exige soluções. Dessa forma, cabe ao Estado, na figura do Poder Legislativo, desenvolver leis de tipificação como crime aos atos de criação de falsas notícias, por meio de reuniões na Câmara dos Deputados, com vistas a minimizar essas práticas e a sociedade, por conseguinte, não ser vítima delas. Paralelamente, urge que a mídia, através de propagandas e ficções, estimule a população a denunciar criadores de tais notícias.