Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/08/2018
O termo “fake news” vem do inglês e significa notícia falsa, uma mentira mascarada por artifícios da comunicação. Essa é uma problemática de raízes históricas que se fortaleceram social e politicamente a partir do século XX, gerando sérias consequências que se refletem nos dias atuais, sobretudo pelos avanços da era da informação.
Em primeiro lugar, é pertinente abordar as causas históricas dos perigos das “fake news”. Durante a década de 1940, período da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista manipulava os veículos midiáticos, distorcendo informações transmitidas em rádios, televisões e jornais. Dessa forma, os ditadores escolhiam o que seria “fake” e o que seria “news”. Certamente, isso se reflete nos dias atuais, nos quais as notícias são manipuladas com uma facilidade alarmante por aqueles com maior controle e poder sobre elas, como governos e instituições. Isso é fomentado pela facilidade de manipulação de dados que a era da informação ocasionou, já que qualquer pessoa pode ser autora de uma notícia e ao mesmo tempo ter acesso a ela facilmente a partir de redes sociais, aplicativos, sites, blogs, entre outros meios. Além do mais, com tamanha facilidade, vários indivíduos não dão importância à veracidade dos fatos e opiniões registrados nesses meios, fazendo com que as notícias falsas se multipliquem cada vez mais.
Em segundo lugar, é importante acrescentar as consequências geradas a partir disso. Muitas empresas e instituições acabam tendo sua imagem prejudicada por notícias difamadoras sobre seu trabalho e produto, acarretando queda na produtividade, já que acabam perdendo clientes, e até a falência, em casos graves. Tamanho absurdo é totalmente inconstitucional, o que indica o artigo 139 da constituição de 1988 sobre calúnia e difamação, podendo condenar o agressor em até 3 anos de prisão. O problema, ademais, não acomete só organizações sindicais, mas também a comunidade civil. Um exemplo que o deixa evidente é o da ex vereadora Mariele Franco, que teve seu nome em notícias que afirmavam que ela protegia bandidos e era casada com um traficante, algo comprovadamente falso e evidentemente difamatório.
Portanto, é preciso haver propostas de intervenção para resolver algo tão sério. A educação digital é uma delas, algo que deve ser transmitido nas escolas através dos educadores, os quais podem ensinar seus alunos a dar relevância à veracidade e ás fontes noticiais, para que saibam identificar as “fake news”. Soma-se a isso o elo entre mídia e governo, de modo que as notícias expostas nela tenham rigorosa fiscalização governamental, com penas e leis que realmente sejam colocadas em prática. Assim, as pessoas serão mais atentas, e as notícias, verdadeiras.