Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/08/2018
Uma mentira repetida mil vezes que se tornou verdade. Essa poderia ser a definição de Fake News, mas é uma frase de Joseph Goebbles, um filósofo alemão. Rotineiramente, casos sobre estas falsas notícias são veiculados nas mídias. Nesse contexto, como elas podem impactar no cotidiano? E por qual meio elas são disseminadas?
Recentemente, algumas páginas do Facebook foram excluídas, sendo muitas ligadas ao MBL, pois estavam sendo acusadas de divulgarem Fake News, causando um alvoroço na internet. Esta que é um meio aberto para expressar-se, possui um alto grau de propagação de inverdades e um poder de persuasão indiscutível, fragmentando e alienando a população que, por vezes, não checa a veracidade da notícia.
Outro fator existente é o poder de manipulação das Fake News. Convém lembrar o caso pós-assassinato da vereadora Marielle Franco, onde houve disseminação de informações falsas com o objetivo de difamar o caráter da parlamentar, gerando inúmeros discursos de ódio nas mídias. Dessa forma, fica claro que o leitor, tanto de notícias quanto de mídias sociais, deve assumir uma postura crítica e conferir a legitimidade das informações.
Sabendo, portanto, do quão perigoso são as falsas notícias, medidas devem ser tomadas. Assim como agiu o PSOL no caso Marielle Franco, o Governo Federal, em parceria com as Secretarias de Segurança de cada estado, deve criar setores nas delegacias para casos de “Fake News”, a fim de coibir a proliferação de informações que não sejam verdadeiras e que prejudiquem a população. Cabe ainda ressaltar a necessidade de um disque-denúncia para estas situações, com o objetivo de fornecer meios para que a sociedade erradique esse impasse, ou ao menos diminua a frequência desses acontecimentos.