Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/08/2018

O termo Fake News, ou notícias falsas em português, consiste na distribuição intencional de informações que não condizem com a realidade. Elas são impulsionadas pelas redes sociais nesta era da informação, já que podem ser criadas e compartilhadas de graça por qualquer indivíduo com um dispositivo conectado à internet, e pelo fenômeno da “pós-verdade”, que é um neologismo para denotar circunstâncias nas quais fatos objetivos tem menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais.

Assim, uma das consequências mais preocupantes das Fake News é referente à sua capacidade de induzir as pessoas  a terem pontos de vista errôneos sobre questões extremamente relevantes para a sociedade. Por exemplo, durante as campanhas de vacinação do governo contra o sarampo, febre amarela e o vírus da gripe, chegaram a circular na internet alertas desencorajando a população a tomar as doses de imunização. Com isso, além dessas notícias colocarem em risco a saúde dos indivíduos que decidiram não receber a vacina por confiarem em informações ilegítimas, elas também aumentam o perigo de propagação da doença para outras regiões. Esse modelo notícia existe nas mais diversas áreas, variando desde questões segurança até direitos humanos.

Ademais, a circulação e popularização de informações errôneas podem disseminar a violência e a cultura do ódio, e afetar a imagem de pessoas e instituições afim de beneficiar os interesses financeiros ou políticos de outras organizações. Com isso, as Fake News são uma ferramenta de manipulação que que não permite que os reais problemas que assolam a população sejam trados, poque desviam o foco das questões vitais e geram ainda mais complicações. Essas mentiras moldam a opinião dos indivíduos por reafirmá-los de suas crenças pré-estabelecidas sobre determinados assuntos, uma vez que elas lhe são mais atrativas do que a verdade, que nem sempre pode ser agradável.

Portanto, as redes sociais e os órgãos de justiça precisam cooperar para desenvolverem e incentivarem o uso de ferramentas de identificação e de denúncia contra as notícias falsas. Ao aliarem as suas tecnologias e autoridades, eles são capazes de conscientizar os usuários dos perigos que essas mentiras representam, e de aplicar os artigos que preveem punições por calúnias e difamações. Além disso, instituições de ensino também precisam fomentar o pensamento crítico por parte das pessoas, pois ele promove uma indagação profunda sobre tudo que é apresentado ao indivíduo. Dessa maneira, as pessoas questionariam mais as informações que recebem, buscariam checar se elas realmente condizem com os fatos e teriam suas opiniões moldadas por fatos ao invés de inverdades.