Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/08/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Todavia, ao avaliar a adversidade das “fake news” no cenário político mundial, percebe-se que tal premissa iluminista está distante da realidade, uma vez que a problemática fomenta o discurso de ódio. Nesse sentido, é crucial discutir os paradigmas sociais gerados pela veiculação intensa de notícias falsas.
Em primeira análise, é válido destacar que a questão constitucional e sua má aplicabilidade estão entre as causas do problema. De acordo com a Teoria Aristotélica, a política deve ser utilizada para que, por meio da justiça, seja possível alcançar o equilíbrio social. Assim, percebe-se que, infelizmente, a propagação de noticias falsas rompe com a harmonia estudada pelo filósofo, haja visto que a situação tem interferido em diversos aspectos sociais - como as eleições de Donald Trump e as relações afetivas dos indivíduos. Nesse sentido, é perceptível as falhas no Código que regula a Internet, que é o principal meio propagador dessas propagandas.
Além disso, cabe analisar a falta de informação como um fator histórico que impulsiona as “fake news”. Dessa maneira, ao avaliar tal assunto sob uma óptica histórica, fica claro os reais efeitos que a problemática pode trazer à humanidade: o governo nazista, administrado por Hittler, manipulava os livros para conseguir fundamentar seu discurso odioso aos judeus, além de desenvolver nos alemães o tão sonhado patriotismo por ele desejado. Então, torna-se evidente a urgência da intervenção estatal no que se refere à disseminação dessas notícias no Brasil.
Portanto, é evidente que as fake news trazem impasses à geopolítica desde o século passado. Para minimizar esses problemas, é necessário que o Estado, representado pelo Ministério Público Federal, crie um aplicativo que facilite as denúncias dessas notícias, além de punir quem as criou, retirando-os desse meio de interação social. Ainda cabe ao Ministério da Educação, em parceira com as escolas brasileiras, uma maior discussão sobre as medidas que se deve tomar para que se identifique uma notícia de cunho mentiroso. Espera-se, com isso, romper as mazelas geopolíticas adquiridas pela propagação de notícias falsas neste país.