Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/08/2018

Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais é característica da ‘‘modernidade líquida’’, vivenciada durante o século xx. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata perpetua-se com o Fake News, termo conhecido atualmente para falsas informações, e em detrimento da falta de punição e o fácil acesso a informação, efetiva-se como uma das maiores causa do problema.

É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas dos perigos do Fake News. De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, explana o dever estatal de construir uma sociedade justa, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, seguindo últimos dados relacionado ao problema, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que existe projeto de lei para punição do ato, porém não efetivada.

Da mesma forma, evidencia-se que o fácil acesso a informação como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil as pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país, uma vez que falsas informações tem consequências morais e sociais e não se torna útil as pessoas.

O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço do Fake News, não ocasionando mais a perda de valores, deve-se tornar efetivo. Posto que a falta de punição e o fácil acesso a informação garantem a resistência do problema. Sendo assim, o Governo junto com Ministério de Justiça, deve aprovar e fiscalizar uma lei promovendo a punição do problema. Aliado a isso, a sociedade deve mudar seu comportamento ao compartilhamento de informações, somado a ações midiáticas contendo comerciais dos perigos que a propagação de uma falsa informação pode causar, construindo-se, então, uma sociedade mais fiel aos princípios da constituição.