Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/08/2018
Na Era Nazista, Joseph Goeblels, então Ministro da Propaganda da Alemanha, afirmou que “uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade”. Logo, percebe-se os perigos das fake news, que consiste na circulação de informações não reais ou modificadas, com propósito de enganar ou manipular as pessoas, o que na era das informações tornou-se um grande infortúnio, pois facilmente notícias são disseminadas, atingindo um imenso público.
As notícias falsas estão cada vez mais presentes na sociedade. A prática de compartilhamento de informações na Internet, sem a checagem da veridicidade do conteúdo apresentado, fazem com que a problemática atinja proporções colossais, pois a disseminação de fake news pode trazer inúmeras consequências aos envolvidos, visto que, um estudo realizado por cientistas do Instituto de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, mostrou que as notícias falsas se espalham cerca de 70% mais rápidos que as verdadeiras.
Um caso recente de fake news, ocorrido no Brasil, foi o da vereadora Marielle Franco, executada a tiros no Rio de Janeiro, que logo após a fatalidade teve seu nome vinculado a mentiras, por pessoas que tinham como objetivo desmerecer a visibilidade da vítima, que suscitou fortes críticas sociais. Outro caso, este ocorrido em 2014, no litoral de São Paulo, onde uma mulher foi espancada até a morte por moradores da cidade, posteriormente a divulgação de boatos que a vítima estaria envolvida em rituais de magia negra em crianças. Por isso, a importância do Projeto de Lei 6812/17, que torna crime a divulgação ou compartilhamento de notícias falsas ou “prejudicialmente incompletas” na Internet.
Portanto, para que a problemática em questão pare de fazer vítimas, medidas precisam ser tomadas. Por tratar-se de uma terminologia nova, seria interessante que as instituições educacionais trabalhassem o conceito com estudantes, despertando-os para a consciência crítica necessária ao ler qualquer tipo de informação no cotidiano. O Governo Federal deve criar medidas punitivas, que abrangem também, os meio midiáticos que se apropriarem de notícias falsas para alcançar mais visibilidade. Por fim, a mídia, junto de ONGs, podem atuar na conscientização da sociedade, disseminando campanhas sobre os riscos do compartilhamento de conteúdos sem verificar a veridicidade de tal informação; e discutindo sobre mecanismos de identificação de notícias falsas, como checagem de fontes, leitura completa da matéria, e não apenas no enunciado, além da pesquisa sobre os fatos apresentados, em outros sites. Logo, formar-se-á uma sociedade na qual as pessoas terão mais cuidado ao repassar informações.