Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/08/2018

Até o século XIX, o Brasil enfrentou dificuldades com o acesso à notícia. Hoje, em plena “Era da Informação”, o que preocupa é o excesso de “Fake News”. Nesse bojo, mais do que discutir e combater os reflexos desse fenômeno, urge a necessidade de conter sua proliferação. Afinal, para coibir seu avanço, faz-se imperativo reconhecer e criminalizar seus responsáveis.

Do ponto de vista social, não restam dúvidas de que o acesso à internet tem seu benefício. Porém, há indivíduos que propagam notícias falsas com a intenção de enganar, a fim de obter ganho financeiro ou político, como ocorreu nos EUA com a vitória de Donald Trump, após a explanação de inverdades sobre sua adversária. Em razão disso, especialistas políticos já discutem a possibilidade de que haja o uso dessa artimanha nas eleições brasileiras.

Nesse contexto, cabe enfatizar o modo omisso e irresponsável como esse dilema tem sido tratado. Evidencia-se, por exemplo, no caso da vereadora Marielle Franco, a impunidade aos indivíduos que compartilharam fotos e dizeres relacionando-a ao tráfico de drogas e milícias. Em síntese, como afirmou o ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, “uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade”.

Desse modo, o combate às “Fake News” se faz necessário para que não destruam mais famílias. Cabe ao Poder Executivo compelido pelo povo, através da Secretaria de Segurança Pública garantir maior rigor nas investigações das denúncias e, somado a isso, o Terceiro Setor aliado à mídia deve mobilizar campanhas que façam as pessoas compartilharem notícias, somente após verificar a sua veracidade