Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/08/2018
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade do Brasil, constata-se que, com o advento e evolução da comunicação via internet e a dissolução de parâmetros sólidos do convívio em sociedade, surge a problemática dos perigos das Fake News. Seja pelo compartilhamento de notícias falsas, seja pelos impactos que elas podem causar.
É indubitável que a falta de instruções adequadas aos indivíduos que distribui essas mensagens, esteja entre as causas do problema. De acordo com Augusto Cury, escritor brasileiro, “nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”. Seguindo esse raciocínio, percebe-se que a disseminação dessas matérias inverídicas encarcera o intelecto, contribuindo para a desinformação. Desse modo, é indispensável verificar a fonte da informação antes de assimilar algo e passar adiante como verdadeiro.
Outrossim, é importante destacar que os impactos gerados pelas Fakes News podem ser devastadores para a vítima e muitas das vezes são incorrigíveis. Em 2014, por exemplo, no interior de São Paulo, Guarujá, a dona de casa Fabiane Maria Jesus foi espancada e morta justamente por esse tipo de divulgação irresponsável de informação. Isso mostra que a repercussão de falsas verdades pode atingir inúmeras pessoas em poucos minutos e trazer consequências devastadoras. Entretanto, faz-se necessário ações que auxiliem a população a identificar esses boatos e a rejeitá-las em vez de propagá-las.
Portanto, o combate à liquidez citada inicialmente, com o propósito de conter o avanço das propagações de notícias falsas, deve tornar-se efetivo, uma vez que isso é bastante nocivo ao corpo social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal em conjunto com Poder Legislativo deve elaborar um plano de implementação de novas leis que fiscalize e puna os infratores. Ademais, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas, palestras ministradas por especialistas em mídia digital, que discutam o combate das mentiras na rede, ensinando formas de averiguar a veracidade da informação. Construindo, assim, uma sociedade mais fiel aos princípios constitucionais.