Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/08/2018
O filme “Nightcrawler”, conhecido no Brasil como “O Abutre”, mostra o cotidiano de um repórter capaz de fazer tudo para se destacar no meio jornalístico, inclusive inventar notícias que causam medo e pânico na sociedade. Assim como na ficção, o contato com as “Fake News” gera muita preocupação devido aos perigos que proporcionam. A busca pela popularidade e a falta de instrução dos indivíduos, são os principais motivos que impulsionam a criação e a propagação dessas informações.
Em primeiro lugar, é incontestável que muitas pessoas manipulam as notícias em favor de interesses particulares. De acordo com Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, uma mentira tornava-se verdade quando proferida mil vezes, e foi nesse contexto que Adolf Hitler disseminou diversas inverdades com o objetivo de ganhar apoio e aceitação. Infelizmente, esse ainda é um problema alarmante, pois as algumas pessoas não possuem compromisso com a verdade.
Outrossim, é válido ressaltar que notícias falsas só circulam porque há pessoas que dão credibilidade, e isso ocorre devido à falta de instrução. Ademais, uma pessoa pode sofrer penalidades legais se compartilhar mentiras, pois propagar calúnia e difamação é um ato criminoso. Em São Paulo, uma mulher foi condenada a pagar uma indenização de 10 mil reais por ter compartilhado uma notícia falsa no Facebook. Indubitavelmente, esse caso não existiria se todos os brasileiros fossem ensinados a diferenciar os tipos de notícias.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para combater a propagação de notícias falsas. Logo, o Ministério da Segurança Pública deverá criar uma plataforma digital para que o cidadão possa denunciar os criadores de “Fake News”, e esses deverão ser punidos de acordo com o código penal. Concomitantemente, as Delegacias de Crimes Cibernéticos deverão instruir a sociedade por meio de palestras ministradas nas escolas, empresas e órgãos públicos. Desse modo, o brasileiro conseguirá ter a tranquilidade de uma vida sem sensacionalismo.