Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/08/2018
Com o desenvolvimento da tecnologia e dos meios de comunicação, a transmissão de notícias falsas denominadas como “fake news” se tornam cada vez mais frequente. O objetivo dessas informações inverídicas é obter ganhos financeiros ou políticos. Todavia, o Código Penal Brasileiro assegura as vítimas em caso de calúnia e difamação, aplicando detenção de seis meses e multa aos transmissores.
Desse modo, como 2018 é ano de eleições no Brasil, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizou a propaganda eleitoral na internet. Neste âmbito, as redes sociais são o principal foco para realizar a tarefa, pois a disseminação de conteúdo acontece de forma rápida e atinge grande parcela da população. Diante disso, as preocupações aumentaram, porque um exemplo claro nesse setor, foram as eleições dos Estado Unidos, as quais elegeram Donald Trump que foi auxiliado pela propagação de anúncios alterados que difamavam a adversária.
Assim, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman: ¨As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha¨. Portanto, é importante destacar que para ser punido não precisar ser necessariamente o autor da nota, mas o fato de compartilhar já pode ser suficientes para enquadrá-lo em tal questão. O que poderia ser apenas uma forma de se expressar, pode acabar privando-o desse direito. Logo, é necessário esclarecer que as “fake news” vão muito além do próprio significado, elas podem alterar todo um cenário. Dessa forma, é indubitável que as redes sociais se aliem a justiça brasileira, e possam criar mecanismos eficientes de denúncias, para que se possa fiscalizar e punir os propagadores de acordo com o Código Penal do país, a fim de que faça com que as pessoas se atentem antes de divulgar certos conteúdos. O TSE também deve observar e investigar os candidatos que usarem de dissimulação para se sobressair sobre os outros, de modo que estabeleça medidas preventivas, que devem ser cumpridas por todos os envolvidos.