Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/08/2018
A Revolução de 1930 teve como estopim a divulgação de uma “fake news” na esfera sociopolítica, marcando o fim da primeira República e trazendo consequências diretas para a história brasileira. No entanto, mais de meio século depois essa prática ainda se perpetua de forma vigorosa, intensa e preocupante. Seja pela cultura da desinformação, seja pela motivação a crimes e conturbações políticas.
O dicionário Oxford, 2016, elegeu “pós-verdade” como a palavra do ano. De acordo com essa divulgação, as notícias falsas tendem a se sobressair com imensa vigorosidade dentro da zona emotiva das pessoas, acabando por dispensar posições e fatos contrários a si e, por conseguinte, atuam como substrato para a realização de práticas alienadas e até criminosas, tal como o linchamento até a morte de uma moradora de Guarujá, SP, ocasionada por disseminação, via internet, de falsas notícias acerca de sua opção religiosa. O que acaba demonstrando o grau de periculosidade implícito na realização de fake news.
Outrossim, o fácil acesso, divulgação e compartilhamento pela internet tem feito com que o ataque a figuras públicas aumentasse exponencialmente, tal como se justifica no âmbito político, um dos principais alvos dessa prática. Sob a intenção de caluniar, difamar e injuriar, as notícia falsas se mostram intensas e perigosas, assim como o que foi pregado no “Plano Cohen” durante a Era Vargas para justificar a implantação de uma ditadura, vindo à luz de encontro com a propaganda nazista, onde: “Uma mentira dita mil vezes acaba tornando-se uma verdade”.
Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal, em consonância com o MEC, através dos Parâmetros Curriculares Nacionais deve realizar a introdução do tema transversal “cidadania crítica” ao longo da formação escolar; promovendo a realização de campanhas, feiras educacionais e palestras ministradas por professores, jornalistas e advogados com o intuito de saciar dúvidas e desmistificar os mitos vigentes acerca do assunto e, assim, engendrar a construção a construção de cidadãos justos, críticos e conscientes sobre a sociedade no qual fazem parte.