Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/08/2018

A série “As Telefonistas” ocorre no cenário dos avanços das telecomunicações no início do século XX. Analogamente, na historiografia, o progresso tecnológico proporcionou em larga escala o encurtamento e rapidez das informações. No entanto, na pós-modernidade a internet abriu espaço para veiculação de mentiras, e assim, deve-se analisar os fatores que colaboram na persistência desse problema.

A priori, o perfil cultural influência no consumo das fake news, haja vista, que os brasileiros usam os aplicativos sociais como fonte de notícias.  Segundo Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, no Brasil, o Facebook é a principal rede social usadas para se informar (66%).  Outrossim, 12 milhões de pessoas compartilham notícias falsas de acordo com Gpopai da USP. Porquanto, permite-se a describilidade das mídias, em função dos conteúdos facilmente compartilhados sem verificação.

Além disso, a principal motivação de quem propaga conteúdos nesse viés é o lucro pessoal. Exemplo disso, a empresa Cambridge Analítica acusada de ter roubado 50 milhões de informações de usuários do Facebook para o envio de marketing político nas eleições norte-americanas. Dessa forma, as fake news podem ter atuações diversas - manipular opinião pública, influenciar um processo eleitoral, favorecer um indivíduos, empresa ou instituição - e ajudam na alienação da população desinformada.

É imprescindível, portanto, que medidas sejam tomadas para garantia da democratização à informação segura na elaboração do pensamento. Cabe ao Pode Público, exigir a partir de uma lei em que as empresas de tecnologias usem um filtro para aferir e alertar sobre a transparência do conteúdo a ser publicado pelos seus usuários. Para tanto, é necessário investir na educação básica, como forma de adquirir senso crítico e ético, evidenciando que ações como essas ferem a sociedade, a fim de que atitudes como  essas causem desconforto e seja negligenciada o benefício por meio do trabalho ilegal, bem como o consumo das fakes news.