Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/09/2018

O Plano Cohen, anunciado no governo de Getúlio Vargas, apresentou-se como um documento falso disseminado na época. Este documento serviu de pretexto para que Vargas pudesse instaurar o Estado Novo. Hodiernamente, a problemática das “fake news” se faz presente – sendo um ato prejudicial a ser combatido.

Antes de tudo, é necessário constatar o perigo e a facilidade de disseminação das notícias falsas nas redes sociais, visto que elas permitem compartilhamentos excessivos. Além disso, é importante salientar que, segundo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Logo, é válido analisar que o desconhecimento acerca da checagem de conteúdos suspeitos contribui com a divulgação de informações enganosas.

Somado a esses fatores, tem-se o fato de que as “fake news” são escritas e publicada com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos. Nesse sentido, confirma-se a literatura machadiana, onde o homem é visto como um ser corrompido e imoral, no qual há quase ausência de princípios.

Diante desses impasses, necessita-se urgentemente, que o Estado, em parceria com a mídia, trabalhe na criação de projetos midiáticos – como a seção “Fato ou Fake” – que promovam a conscientização da sociedade sobre mecanismos para identificação de informações falsas, como checagem de fontes e leitura completa da matéria, com o propósito de alertar a população sobre conteúdos duvidosos divulgados nos meios de comunicação. Assim, talvez, o pensamento pessimista de Machado possa ser vencido e as “fake news” erradicadas.