Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/09/2018

Desde a idade clássica, filósofos e pensadores buscavam uma melhor forma de exercer democracia. Isto é, valorizar a participação de pessoas em comunidade de debate de argumentação. Atualmente, há quem diga que a internet, principalmente as redes sociais, tem se apresentado como resposta à essa busca. No entanto,  embora seja benéfico que mais pessoas possam ter acesso à informação, surge-se como consequência um maior acesso de pessoas desprovidas de senso crítico as informações falsas, muito presente nesse meio, potencializando os perigos causados por essas notícias sensacionalistas.

Sobre o assunto, cabe trazer a memória, de início, o fato ocorrido na década de 1930, no qual Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo com as premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. A notícia, sem previas averiguações, foi disseminada, promovendo caos social e usada pelo presidente para impor sua ditadura, de modo a manter a estabilidade. Convém analisar, desse modo, a histórica ineficiência das pessoas em confirmar a veracidade dos fatos antes de toma-los como verdade absoluta. Sobretudo nesse meio técnico científico informacional, uma vez que se há um intenso fluxo de informações e comunicações, e em consequência uma certa vulnerabilidade dos internautas, no sentido de saber mediar a absorção da informação recebida.

Alem disso, as notícias falsas tornam-se mais relevantes nesse cenário onde a sociedade é regida pela era da pós-verdade. Isto é, as pessoas admitem a ideia de que um fato concreto tem menos significância ou influência do que apelos à emoção e a crenças pessoais. Como exemplo, tem-se as eleições presidenciais americanas de 2016, quando o candidato Donald Trump disseminou inúmeras informações e estatísticas não fundamentadas para fortalecer sua campanha e atingir seus adversários. À vista disso, percebe-se então a formação de um “mercado de notícias”, ou seja, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global.

Torna-se evidente, portanto, os entraves relacionados as falsas notícias na atualidade e a necessidade de serem revertidos. Logo, é primordial o protagonismo do Ministério de Educação na reconhecimento de disciplinas como ética e sociologia, no intuito de valorizar a formação pessoal e convívio social dos alunos, e em consequência diminuir a influência das emoções e crenças pessoas frente a quentões coletivas. Além da participação das plataformas digitais propondo a formação de um senso crítico mais apurado em relação as falsas notícias. São funcionais publicações, feitas pelas plataformas, de vídeos que exponham as características das “fake news”  e como identifica-las.