Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/09/2018
Na Grécia Antiga os sofistas, falsos sábios, utilizavam da retórica para enganarem de modo consistente os cidadãos utilizando mentiras para conseguirem a perfeita persuasão. Não obstante, essas falsas notícias não limitaram-se as pólis, cidades gregas, afinal além de ultrapassarem as fronteiras essa falácias mantiveram-se até o século XXI, porém com advento da internet aperfeiçoaram-se culminando nas famosas “Fake News”, notícias falsas. Nesse contexto, é indubitável analisar como as redes sociais e a ausência de informação contribuem para a persistência da problemática em questão.
Mormente, é necessário frisar a maneira como as redes sociais expandem rapidamente as “Fake News”. Afinal, há uma grande concentração de indivíduos que utilizam esses meios de interação social. Dessa forma, os sofistas da modernidade aproveitam desse “inchaço virtual” para espalharem as notícias falsas de modo veloz afim de tirarem proveitos financeiros sobre elas, haja vista que cada clique por usuário acarreta em uma certa quantia em dinheiro. Prova dessa alta velocidade é o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia Massachusetts(MIT), o qual apontou que as notícias falsas espalham-se 70% mais rápido que as verdadeiras.
Ademais, a falta de informação também auxilia na rápida disseminação dessas notícias inverídicas. Haja vista que não há na grade escolar das instituições de ensino do país instruções ou dicas da maneira que o aluno deve se portar nas redes sociais, o que demonstra uma lacuna na educação digital do Brasil. Em comprovação desse alto compartilhamento o laboratório de segurança da DFNDR afirmou que mais 90% das falsas notícias foram compartilhadas pelo Whatsapp, esse dado reforça a falha da educação em rede, haja vista que grande parte dos usuários desse aplicativos são jovens, os quais frequentam as escolas e por causa da ausência do ensino voltado para a internet, contribuem para a persistência das ‘‘fake news’’.
Para que as falácias permaneçam na Grécia Antiga são necessárias, portanto, certas medidas.Os criadores de cada rede social em parceria com Ministério da Justiça(MJ) deve criar um aplicativo de segurança que reconheça as notícias falsas e envie por e-mail o conteúdo inverídico que o internauta acessou, pois dessa forma o indivíduo poderá utilizar as ferramentas de denúncias disponíveis em cada rede social, para que o MJ possa punir através de multas ou detenções os criadores e disseminadores das ‘‘fake news’’.Entretanto, como toda criação possui defeitos, é necessário que as escolas auxiliem nesse reconhecimento criando em cada semestre debates com profissionais capacitados no assunto,os quais mostrem a estrutura das notícias falsas, evitando que os alunos as compartilhem.