Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/09/2018

Em meados de 1937 , o Brasil foi alarmado com a notícia falsa do chamado Plano Cohen. Tal fato , serviu de justificativa para a implantação do Estado Novo e revela o poder que uma inverdade veiculada de forma maçante pode ter. Atualmente , com o avanço do meios de comunicação e do fácil acesso às informações, emergem com mais força as chamadas ´´fake news´´. Essas mentiras arbitrárias são fomentadas pela mídia digital, que juntamente com o comércio de “cliques”, mantêm a falsidade formal.

Primordialmente, convém frisar o prisma da Teoria da Caverna, descrita por Platão. Nesse sentido, as notícias falsas, assim como na caverna, atuam como “sombras” que impedem o desenvolvimento do senso crítico humano. Em vista disso, é possível perceber que os meios digitais tornaram os indivíduos alienados e os impulsionam a acreditar que a maioria das informações contidas nas redes sociais são verdadeiras, levando-os a repassar as mensagens e perpetuando o ciclo de compartilhamento de notícias falsas. Por conseguinte, o ser humano passa a não questionar os fatos ao seu redor, sendo facilmente manipulado por forças externas. O êxodo de Hitler, durante a década de 50, corrobora o poder que a propaganda massiva tem de influenciar as massas, haja vista o apoio conquistado pelo partido Nazista, em meio ao contexto de crise política e social.

De outra parte, um dos principais motivadores de notícias mentirosas e sensacionalistas é o comércio de cliques na internet. Com isso, através de manchetes chamativas, os sites recebem maior número de visitantes, elevam as visualizações da página virtual e então aumentam os ganhos financeiros com publicidade. Sendo assim, esse mercado incentiva a criação de informações apelativas movida pelo interesse individual midiático, o que prejudica não só o indivíduo envolvido no escândalo, mas a própria a coletividade em geral. O caso do médico Drauzio Varella, acusado em um vídeo de falar que o câncer de tireoide estava associado ao exame de mamografia, pode ter induzido mulheres a acreditarem na notícia e deixarem de fazerem o exame, corroborando os prejuízos das “fake news” atuais.

Portanto, fica claro que a especulação de notícias falsas, protagonizada pela indústria de publicidade brasileira, impede o senso crítico a atrapalha o desenvolvimento da coletividade. Assim, para acabar com esse infortúnio, o Poder Legislativo deve impor sanções mais pesadas para os indivíduos responsáveis por espalhar essas mentiras na rede. Isso deve ser feito com o apoio da Justiça Federal, que deve criar um centro de investigação de notícias sensacionalistas na internet, para averiguar a validade das informações expostas. Ademais, cabe ao próprio indivíduo investigar a procedência das informações por ele compartilhada, sendo que sites famosos por veicular “fake news” devem ser evitados, a fim de desfazer a propagação de informações falaciosas no globo.